Ao final do governo Gladson Cameli, restará como legado aos trabalhadores da educação, 04 anos de perdas inflacionarias referentes ao seu segundo mandato, e uma tabela salarial de referência destruída.
Esses dois elementos combinados, representam mês a mês enormes prejuízos na renda dos trabalhadores, esse é um dado da realidade, uma questão objetiva, que nenhuma subjetividade ou promessa vãn terá condição de mudar.
Condições financeiras e orçamentárias pra corrigir essas injustiças o estado sempre teve e continua tendo, aqui se trata de uma escolha e de uma decisão política de desvalorizar a carreira dos trabalhadores em educação, claramente o governo fez a opção de gastar os enormes recursos que a educação passou a receber com a nova lei do FUNDEB, com outros tipos de despesas que não o salário dos trabalhadores.
O discurso de valorização da educação torna-se vazio quando não valoriza os homens e mulheres que constroem o dia dia da educação no chão das escolas , é um discurso hipócrita, entregar fardas, Tablets, material escolar, mochilas e etc... pode até ser importante, não sou contra, mas realizar esse programas e esquecer de valorizar os que constroem a educação no dia não é correto, além de não ser justo é também desumano.
Eu estou na escola e vejo cotidianamente o esforço de meus colegas pra entregarem o seu melhor, mas vejo também uma categoria adoecida e maltratada no limite de perder as esperanças que algum dia essa situação melhore, por enquanto é só enrolação, desilusão e pancadas.
Independente da maneira como temos sido tratados, vamos continuar nossa jornada construindo na medida do possível uma educação pública de qualidade, e também na medida do que é possível ser feito , lutando pra que esse estado de coisas mude pra melhor.
José Uchôa
Professor da rede estadual de ensino.