
Professores da rede municipal de ensino de Rodrigues Alves cobram explicações da Prefeitura de Rodrigues Alves e do prefeito Salatiel Magalhães sobre o não cumprimento integral do reajuste do piso salarial nacional do magistério, fixado em 6,27% pelo Governo Federal no ano passado.
De acordo com a categoria, o município não incorporou o reajuste ao salário mensal dos professores, limitando-se a pagar apenas cerca de metade do percentual (aproximadamente 3%) de forma retroativa no final do ano, o que está longe de cumprir o que determina a legislação federal.
O cenário se torna ainda mais preocupante neste início de ano. Os professores afirmam que não há qualquer garantia de que nem mesmo esses 3% continuarão sendo pagos a partir de janeiro, tampouco de que a outra metade do reajuste será finalmente incorporada. Na prática, o reajuste do ano passado corre o risco de simplesmente desaparecer da folha salarial.
Reajuste é do ano passado, não deste ano
A categoria reforça que o percentual de 6,27% refere-se ao reajuste do piso nacional do magistério de 2025, e não a um aumento novo. Por isso, os professores cobram que a prefeitura complete imediatamente o restante do percentual, garantindo o pagamento integral de um direito já consolidado.
E o dinheiro do Fundeb?
O questionamento mais grave levantado pelos professores é: para onde foi o dinheiro?
O reajuste do piso nacional é calculado com base no crescimento do Valor Anual por Aluno do Fundeb, e os municípios recebem recursos para custear a valorização dos profissionais da educação. O repasse do Fundeb ocorreu, mas o reajuste não chegou integralmente ao bolso dos professores.
Diante disso, a categoria cobra transparência da gestão municipal: se os recursos federais chegaram, por que o reajuste não foi pago por completo? Onde foi aplicado o restante do valor que deveria garantir o piso salarial dos educadores?
Cobrança por respostas
Sem respostas oficiais e sem garantias para 2026, cresce a insatisfação entre os professores, que veem na postura da prefeitura um desrespeito à educação e à valorização profissional. A categoria não descarta buscar órgãos de controle para apurar a destinação dos recursos e exigir o cumprimento da lei.