A chamada "Reforma Administrativa" não é um debate distante, nem técnico. Ela chega direto à sala de aula e atinge o cotidiano de professores, professoras e estudantes. Quando reduz concursos públicos, amplia contratos temporários e desestrutura carreiras, o resultado aparece diretamente no ensino, onde mais importa.
Menos concursos significam menos professores efetivos, mais turmas superlotadas e jornadas cada vez mais exaustivas. A ampliação de vínculos precários aumenta a rotatividade, enfraquece projetos pedagógicos e compromete a continuidade do aprendizado. Quem paga essa conta são docentes sobrecarregados e estudantes sem a garantia de uma educação pública de qualidade.
A lógica da reforma, articulada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, na Proposta de Emenda Constitucional nº 38/2025, empurra a educação para um modelo instável, sem planejamento de longo prazo e sem valorização profissional. Sem carreira estruturada, estabilidade e nem investimento adequado, o trabalho docente se torna mais vulnerável a pressões políticas e administrativas, o que afeta diretamente a liberdade de ensinar e aprender.
A Federação reafirma que defender a categoria é defender o direito constitucional à educação. Valorizar a docência, garantir concurso público e carreira sólida não é privilégio, mas condição básica para que a escola pública funcione e cumpra seu papel social. A demolição dos serviços públicos, prevista na Reforma Administrativa, ameaça esse direito, e por isso precisa ser enfrentada com firmeza e responsabilidade.
Junte-se à luta!