sexta-feira, 28 de abril de 2017

ESTAMOS EM GREVE!!!


Milhões de trabalhadores não vão ao trabalho nesta sexta-feira em protesto contra um governo que, por meio de um golpe parlamentar/judicial/midiático, retira direitos e conquistas sociais que vigoram há mais de 70 anos no país

A Greve Geral anunciada para esta sexta-feira (28/04) no Brasil traz em si um ineditismo revigorante para o momento por qual passa o país. Depois do golpe político do ano de 2016, que tirou uma presidenta eleita democraticamente do poder para restaurar no governo central brasileiro um projeto político que foi sucessivamente derrotado nas urnas por quatro vezes consecutivas em eleições diretas. A sociedade brasileira, de forma geral, promove um movimento de greve que traz elementos inéditos na recente história política do país.

Em primeiro lugar, a Greve Geral convocada para esta sexta-feira é resultado de um chamamento unificado de todas as centrais sindicais de trabalhadores, inclusive aquelas que, de forma tácita, apoiaram o afastamento da presidenta Dilma Rousseff em 2016. Há tempos não se via um movimento de greve no país que, coincidentemente, marcará o aniversário de cem anos da primeira greve deflagrada no Brasil, ainda no longínquo ano de 1917, que está a mobilizar tantos setores sociais e pouco habituais ao próprio exercício da greve.

Os setores mais organizados sindicalmente deram, de fato, o pontapé inicial desse movimento, que começou a ser organizado a partir de reuniões com todas as centrais sindicais de trabalhadores: metalúrgicos, bancários, professores e tantos outros setores sociais da organização sindical de trabalhadores foram a vanguarda desse movimento que culminará nesse grande dia de Greve Geral. A novidade, agora, fica por conta do envolvimento de tantos outros setores que, por não terem histórico de luta social, surpreendem a todos com uma forte mobilização para o dia 28 de abril.

Setores que historicamente padecem de fraca estrutura sindical e de mobilização em decorrência mesmo de suas próprias atividades econômicas estão agora envolvidos na que promete ser a maior Greve Geral dos Trabalhadores ocorrida no Brasil. Todo essa mobilização social que tomou conta do país se justifica em grande medida pela impopularidade de um governo que, para além de ter tomado o poder de assalto, sofre uma rejeição histórica no país: as última pesquisas apontam que somente 4% da população brasileira aprovam o ilegítimo governo Temer contra um contingente de 92% da população que veem o país no rumo errado. 

Toda a impopularidade desse governo golpista reforça uma rejeição a ele que ultrapassa os setores clássicos da esquerda brasileira, chegando agora a segmentos sociais que sempre foram avessos aos movimentos paredistas. Isso se dá, sem dúvida, porque o Brasil vive hoje um governo que se notabiliza por, em muito pouco tempo de poder, destruir de forma acintosa os alicerces das políticas sociais brasileiras: a Reforma Trabalhista, aprovada no último dia 26 de abril, às vésperas da Greve Geral, destrói conquistas de proteção social do trabalhador que vigoram no país desde o ano de 1943; a Reforma da Previdência, um dos principais motes dessa mobilização, pretende jogar a aposentadoria do povo brasileiro nas mãos do setor privado de seguridade social, beneficiando os bancos e os grandes fundos de pensão, destruindo a Previdência Pública brasileira que vigora há mais de 40 anos; a sanha privatista desse governo golpista entrega, dia após dia, as maiores riquezas nacionais do país, como o petróleo, favorecendo grandes grupos econômicos mundiais.

E todo esse cenário de destruição de direitos sociais e aniquilamento das políticas públicas voltadas às parcelas mais pobres da sociedade se conjuga com um governo tomado por corruptos e lacaios, desnudados cotidianamente por investigações policiais no país. Todos começam a perceber que, em nome do combate à corrupção que afastou do poder uma presidenta honesta, o que se tem vivido no Brasil é o retorno mais radical do neoliberalismo da década de 90, período em que a corrupção e a impunidade reinavam no país. Isso porque os mecanismos de combate à corrupção foram fortemente desenvolvidos no Brasil no último período de 15 anos.


O Brasil, um país de tamanho continental, viverá fortes mobilizações nesse dia 28 de abril e, certamente, marcará a derrocada desse governo golpista e usurpador dos direitos do povo e das riquezas do país. Todo apoio ao povo brasileiro nessa jornada de lutas que se inicia agora e promete parar o país nesse dia! Como ficou famoso o bordão do ano de 2016, quando do afastamento da presidenta Dilma Rousseff: golpistas não passarão!!

fonte: CNTE

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