sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

DIVULGADA A LISTA DOS PROFESSORES APOSENTADOS DA REDE ESTADUAL QUE VÃO RECEBER A 'PULADINHA'

Segue abaixo a lista dos aposentados que receberão a "Puladinha de Letra" neste ano. Constam o nome do beneficiário e o mês do pagamento. 

A segunda parcela, que será paga em 2017, ainda não foi enviada pela Secretaria de Educação.

QUEM TEM DIREITO AO "PROCESSO DA PULADINHA"?

Pouco mais de três mil professores da Rede Pública de Ensino do Acre receberão a partir de fevereiro o pagamento retroativo da progressão funcional, a famosa “puladinha” de letra. Cada educador com contrato de 30h terá direito a R$ 6,9 mil, que será pago em duas parcelas, uma este ano e outra em 2017. Os contratos de 15h á a metade do valor. 

O benefício será concedido a educadores ativos e também aos que já estão aposentados e que cumpram os critérios. O valor retroativo é referente à progressão funcional que ocorreu na categoria no ano de 2006. Porém, o Governo do Estado, à época, se recusou a pagar a “puladinha” e o fez somente dois anos depois, em 2008, após o SINTEAC ingressar com um processo na Justiça para reaver o direito dos trabalhadores. 

Esse benefício não será destinado para todos os professores. Receberão apenas os profissionais que foram admitidos na época e tiveram o direito a pulada em 2006, após conclusão do curso em nível superior até dezembro de 2005. 

O valor acordado é bruto e sofrerá descontos de 11% da Previdência Social mais 15% para arcar serviços com advogados. Ao todo, 2,6 mil professores que ainda estão atuando nas salas de aula receberão o pagamento retroativo. O número de profissionais aposentados que também serão contemplados chega a 844. 
A remuneração será concedida primeiramente aos trabalhadores sindicalizados e depois aos demais, que não possuem vínculos aos sindicatos da classe.
Com informações da Assessoria de Comunicação

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

SINTEAC NA POSSE DOS GESTORES MUNICIPAIS


O Presidente do Sinteac, Professor Eurico Paz, participou na noite da ultima segunda feira, 1 de fevereiro, do Ato de Posse dos novos gestores das escolas da Rede Municipal, promovido pela Secretaria Municipal de Educação. Os gestores foram eleitos no final do ano de 2015. 


Tomaram posse os seguintes gestores:

Escola Aucilene Calixto - Alex Bispo; 
Escola Almirante Barroso - Maria José Silva;
Escola Valdina Torquato - Valter Júnior;
Escola 15 de Junho - Elivan Dias;
Escola Adelmar Oliveira - Raimundo Nonato Damasceno;
Escola José Augusto de Araújo - Aderlândio França
Escola Eduardo Santos Moraes - José Francisco de Morais (França)
Escola Rilza Daniel - Áurea Ramos
Escola Donizete Mota - Sairilândia Galvão


A festa foi ainda mais completa com a premiação em dinheiro, que as escolas receberam por seus desempenhos na gestão escolar.

Texto: Blog do Accioly
(foto:Abimael Lopes)

NOTA DE PESAR


Com pesar que anunciamos a morte do Senhor Raimundo Bezerra, 88 anos, servidor aposentado da secretaria estadual de educação. 
"Bezerrinha" como era conhecido popularmente, faleceu ao meio dia desta segunda feira, 1 de fevereiro, em sua residência deixando 5 filhos e 43 netos.
O corpo está sendo velado na Rua Raimundo de Souza Moreira, Bairro Triângulo.
O Sepultamento está previsto para ser realizado nesta terça, às 12 horas, no cemitério São João Batista.
Em nome dos Trabalhadores em Educação manifestamos nossa solidariedade e condolências à toda família e amigos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Sinteac: “Novo calendário de pagamento é retrocesso e decisão infeliz do governo”


Rosana afirma que o governo do Acre foi infeliz/Foto: Assessoria
Rosana afirma que o governo do Acre foi infeliz/Foto: Assessoria


A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), Rosana Nascimento, afirma que o governo do Acre foi infeliz ao obrigar os 44 mil funcionários públicos “a irem para a fila do banco em apenas 24 horas para receberem seus salários”. O novo calendário de pagamento, anunciado na quarta-feira (20) estipula o dia 29 de janeiro como data única para que os trabalhadores de todas as secretarias estaduais recebam seus salários – inclusive as maiores, no caso a Educação e Saúde.

“É humanamente impossível se cumprir a lei que obriga o correntista a ser atendido em 45 minutos. Se numa situação normal isso já não acontecia, imaginem agora”, criticou a presidente do Sinteac. Os diretores do sindicato lembram que o calendário só foi anunciado pelo governo após uma enxurrada de questionamentos nas redes sociais. A recepção do Sinteac atendeu vários trabalhadores inconformados. Muitos deles são aposentados, que, comumente, recebem primeiro, e deram viagem perdida até o banco, imaginando que seus salários já estivessem disponíveis.

“Esse governo poderia ter tomado uma decisão mais sábia. Nós temos certeza que haverá um constrangimento muito grande entre os servidores na fila do banco. É inadmissível que o governo queira voltar ao tempo em que trabalhadores passavam o dia inteiro dentro de uma agência bancária para sacar seu salário. Lembramos que naquela época houve até morte de pessoas que passavam mal, com fome e sede. Quem trabalha na Educação merece mais respeito, assim como os da Saúde e de outros setores. Não está sendo bem aceita esta medida. Nos transportes coletivos, no terminal urbano, nas esquinas, nas ruas….todos os cidadãos estão inconformados. Aliás, o calendário anterior satisfazia muito bem a todos”, protestou a sindicalista.

O Sinteac informou ainda que está acionando o seu Departamento Jurídico para, através da justiça, requerer uma data específica para o pagamento dos trabalhadores em educação, considerando ser esta a maior secretaria do estado. 

(Assessoria)

Sinteac anuncia pagamento de “puladinha de letra” a professores da rede estadual

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, anunciou, em entrevista coletiva concedida a imprensa na manhã desta quinta-feira (7), na sede da entidade em Rio Branco, que o governo do Acre pagará em fevereiro a primeira parcela do dinheiro referente à progressão funcional que é realizada a cada três anos, a chamada “puladinha de letra”, que deve ser paga aos professores . De acordo com Rosana, o valor de R$ 6.9 mil será pago em duas vezes: fevereiro de 2016 e a segunda em 2017.

Rosana Nascimento afirmou que a determinação de pagamento foi fruto de um acordo extrajudicial celebrado após o Sinteac ter ingressado na Justiça com um pedido para que o direito do professor, a progressão, fosse respeitada pelo Estado. “Isto é fruto de uma luta antiga e conquista nossa, garantimos o direito a pagamento retroativo, e este valor começa a ser pago em fevereiro”, diz.

A sindicalista afirmou aos repórteres que para garantir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores, o Sinteac criou uma lista com critérios que definem quem receberá primeiro o valor a ser pago pelo governo. “Por uma questão de justiça serão pagos primeiro os professores sindicalizados com contratos mais antigos e logo após serão pagos os nãos filiados mais antigos”, diz.

O beneficio conquistado pelo Sinteac alcança 2.644 professores. Terão direito ao beneficio os profissionais com contratados até 2005.

Fonte: Contilnet

domingo, 3 de janeiro de 2016

Pesquisa CUT/Vox Brasil mostra que 90% dos brasileiros são contra mudanças na Previdência Social


As mudanças nas regras da Previdência e retirada de direitos sociais e trabalhistas são rejeitados pela maioria dos brasileiros, em todas as Regiōes do País, segundo pesquisa CUT/Vox do Brasilhttp://www.cut.br/site/img/sprite.png

As mudanças nas regras da Previdência Social que, segundo a mídia, serão propostas pelo governo, são rejeitadas pela grande maioria da população brasileira de todas as faixas de renda, etárias e níveis de escolaridade de todas Regiões do País, segundo pesquisa Vox do Brasil encomendada pela CUT.

A rejeição aos cortes nos programas sociais atingiu índices ainda maiores, especialmente na Região Nordeste, onde 90,5% dos pesquisados são contra. Os índices contrários aos cortes são maiores nas mais baixas faixas de renda e escolaridade.

A pesquisa mostrou, também, que os trabalhadores estão atentos e apoiam as medidas que podem estimular a geração de emprego, como o aumento da oferta de crédito para fortalecer o mercado consumidor, programas para estimular as empresas a manter os empregos e para ajudar as pequenas e médias empresas.

A CUT decidiu testar nas ruas a agenda que propõe para o Brasil voltar a crescer gerando mais emprego e renda e constatou que a pauta da Central está afinada com o que pensam e querem os trabalhadores. A maioria absoluta da classe trabalhadora brasileira aprova as medidas para promover o desenvolvimento, debatidas no12º CONCUT realizado em outubro, e rejeitam o ajuste fiscal e medidas de retirada de direitos conquistados.

Essa é a primeira pesquisa de opinião feita por uma central sindical brasileira para saber o que os trabalhadores pensam sobre as medidas que estão sendo debatidas na área econômica do governo. "Só os empresários faziam pesquisa. Agora, isso acabou. Também precisamos de um instrumento como esse - pesquisa de opinião - para saber se nossas propostas são aprovadas e também para definir estratégias de luta para defender os direitos da classe trabalhadora" diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. 

Sobre os resultados desta primeira pesquisa, Vagner avalia que a mais importante conclusão é que a maioria dos brasileiros aprovam as propostas da CUT para o Brasil sair da crise, voltar a crescer, gerar emprego e melhorar a renda. Isso, diz ele, "é um sinal de que a prioridade do governo deve ser a substituição imediata da atual política econômica que só tem gerado recessão e desemprego por uma que priorize os interesses da classe trabalhadora".

O Vox Brasil pesquisou, entre os dias 11 e 14 de dezembro, 2000 pessoas com mais de 16 anos, nas áreas urbanas e rurais de 153 municípios de todos os Estados e do Distrito Federal.

Vamos aos dados:

Previdência social

88% dos pesquisados responderam que o governo não deveria dificultar as regras para aposentadorias. Do total, 87,3% são homens, e 87,7% mulheres. Apenas 9% (9,7% homens e 8,2% mulheres) concordam com a medida que está sendo analisada pela equipe econômica e 4% não souberam ou não responderam (3% homens e 4% mulheres).

Dos 88% contrários a mudanças nas regras da Previdência Social, 87,6% são jovens e 88,3% adultos; o percentual dos que têm ensino fundamental e médio foi igual 87,7%. Já entre os que têm nível superior, foi de 88,3%. Quanto a faixa de renda, são conta a medida 87,8% dos que ganham até 2 salários mínimos (SM), o mesmo percentual (87,8%) dos que ganham entre 2 e 5 SM e 86,4% dos que ganham mais de 5 SM. A maioria é formada por nordestinos, 89,2%. Outros 85% vivem na Região Central/Norte, 87,1% no Sudeste e 88,4% no Sul.

Cortes nos programas sociais

Quanto aos programas sociais, 75% dos trabalhadores responderam que o governo não deve cortar recursos. O percentual entre homens (75,2%) e mulheres (75,5%), foi praticamente igual. Outros 21% disseram que o governo deve fazer cortes. Novamente, os percentuais entre homens (21,6%) e mulheres (20,9%) foram quase iguais. Apenas 3% não souberam ou não responderam (NS/NR).

A maioria dos contrários aos cortes nos programas sociais é formada por pessoas com baixa escolaridade (81,3% têm ensino médio), ganha pouco (85,1% até 2 SM) e vive no Nordeste (90,5%).

Aumento da oferta de crédito

O aumento da oferta de crédito para fortalecer o mercado consumidor, uma das propostas da CUT pesquisadas pelo Vox Brasil, foi aprovado pela maioria dos/as trabalhadoras/as. Para 65% dos entrevistados, a medida ajudaria o país, 14% acham que não, 12% acham que nem ajuda nem prejudica e 10% (NS/NR).

Dos 65% que aprovam, 66,1% são homens e 63,7% mulheres. 61,6% são jovens e 66,5% adultos. A media de aprovação foi de 65% em todas as faixas de renda e escolaridade. O Nordeste foi a Região onde os trabalhadores mais apoiaram a medida (75,5%), seguido pelo Sudeste (63,5%), Sul (57%) e Centro Oeste/Norte (57%).

Programa para dificultar demissões e incentivar empresários a manter empregos

A preocupação com o desemprego ficou comprovada em vários momentos da pesquisa. Quando a questão apresentada foi se ajudaria o país se o governo dificultasse demissões e desse incentivo para os empresários manterem os empregos, 80% dos trabalhadores responderam que a medida ajudaria o país, 7% que prejudicaria e 8% que nem ajudaria nem prejudicaria. Apenas 5% não souberam (NS) ou não responderam (NR).

Desses 80% que aprovam a medida, 80,7% são do sexo masculino e 79% feminino; 78,1% são jovens e 81,8% adultos, de todos os níveis de escolaridade (79,8% do ensino fundamental, 81,5% ensino médio e 75,9% superior) e faixas de renda (80,8% ganham até 2 SM, 80,8% de 2 a 5 SM e 75,5% mais de 5 SM. A medida foi aprovada em todas as Regiões do país: 83,3% no Nordeste, 79,3% Centro Oeste/Norte, 78,9% Sudeste e 76,2% Sul.

Programa para ajudar pequenas e médias empresas

Além da criação de programas de incentivo para as empresas, os trabalhadores defendem a redução de impostos. Para 86% dos entrevistados, ajudaria o país a criação de um programa para incentivar as pequenas e médias empresas. A aprovação atinge ambos os sexos (87,1% homens e 85,7% mulheres), em todas as faixas de renda (85,6% entre os que ganham até 2 SM, 84,9% de 2 a 5 SM e 91,1% mais de 5 SM), etárias (85,1% dos jovens e 89,4% dos adultos) e níveis de escolaridade (83,8% ensino fundamental, 88% ensino médio e 90,8% superior). Os maiores índices de aprovação foram registrados nas Regiões Nordeste (89,6%), Centro Oeste/Norte (89,3%). No Sudeste o índice de aprovação foi de 84,1% e no Sul de 83,4%.

Propostas para reduzir impostos sobre salários

Questionados sobre redução de impostos sobre salários e aumento de impostos sobre os lucros e ganhos das empresas, os trabalhadores defenderam as opções que, para eles, ajudam a garantir ou aumentar os postos de trabalho. 82% responderam que diminuir impostos sobre salários ajudaria o país. Para 7% prejudicaria. Outros 7% acham que nem ajuda nem prejudica e 5% (NS/NR).

Dos 82% favoráveis à redução de impostos sobre salários, 83,3% são homens e 80,4% mulheres; 80% são jovens e 84,4% adultos. A medida é aprovada em todas as faixas de renda (81,3% dos que ganham até 2 SM, 82% dos que ganham entre 2 e 5 SM e 82,4% dos que ganham mais de 5 SM) e níveis de escolaridade (79,6% ensino fundamental, 85,1% ensino médio e 81,6% superior). Mais uma vez, a maior aprovação é no Nordeste, 85,3%. No Centro Oeste/Norte, 79,3%, no Sudeste, 82,3% e no Sul, 76,2%.

Já a pergunta sobre aumento de impostos sobre os lucros e ganhos das empresas dividiu os entrevistados. Para 49% (49,9% homens e 47,4% mulheres; 47,6% jovens e 49,2% adultos) a medida ajudaria o país. Para 31% (30,9% homens e 36,3 mulheres, sendo 30,2% jovens e 31,9% adultos), a medida prejudicaria. Outros 12% responderam que não ajudaria nem prejudicaria e 9% (NS/NR).

Quanto as faixas de renda, houve uma divisão na avaliação de que a medida pode prejudicar ou ajudar o país - ps que ganham menos aprovam mais a proposta. Para 51,1% dos que ganham até 2 SM a medida ajudaria - 25,4% responderam que prejudicaria. Nas faixas de 2 a 5 SM (47,1% acreditam que ajudaria e 33,5% que prejudicaria), entre os que ganham mais de 5 SM, os percentuais foram 46,5% ajudaria e 34,9% prejudicaria.

Ajuste fiscal

Já o ajuste fiscal, divide os pesquisados. Para 42% o ajuste atinge igualmente todos os segmentos da sociedade. Outros 47% acreditam que atinge mais os trabalhadores. Os índices são parecidos quando se analisam os dados por faixa etária e renda. Para 44,1% dos homens e 40,8% das mulheres atinge toda a sociedade. Para 47,2% dos homens e 46,9% das mulheres atinge mais a classe trabalhadora.

A questão da moradia

Sob qualquer aspecto que se aborde a questão da moradia, a resposta dos/as trabalhadores é a mesma: é preciso investir mais. Para 83% do universo pesquisado, fazer uma ampla reforma urbana, destinando áreas de prédios mal aproveitados para moradia popular ajudaria o Brasil. Só 5% discordaram, 8% acham que nem ajuda nem prejudicaria e 4% (NS/NR).

Concordam que ajudaria o país 82,7% dos homens e 83% das mulheres; 83,6% são jovens e 83% adultos, de todas as faixas de renda (86,3% até 2 SM, 82,3% de 2 a 5 SM e 77,2% mais de 5 SM) e de escolaridade (83,7% ensino fundamental, 83,5% ensino médio e 78,8% ensino superior). O maior índice de aprovação vem da Região Nordeste, 89,7%, seguido do Centro Oeste/Norte, com 88,1%, Sudeste com 79,4% e Sul, com 73,6%.

Minha Casa, Minha Vida

Quanto ao aumento do investimento no programa do governo Federal Minha Casa, Minha Vida, para 82% dos trabalhadores a medida ajudaria o país. Outros 7% disseram que prejudicaria 8% que nem prejudica nem ajuda e 3% (NS/NR). 

Entre a maioria que aprova, 81,5% são homens e 82,3% mulheres. 84,7% são jovens e 80,4% adultos, com ensino fundamental 86%, médio 81% e superior. A medida também é aprovada em todas as faixas de renda (87,8% dos que ganham até 2 SM, 80,9% de 2 a 5 SM e 71,9% mais de 5 SM). No Nordeste, a medida foi aprovada por 91,4% dos entrevistados. No Centro Oeste/Norte por 85,9%, no Sudeste por 78,5% e no Sul por 68,6%.

Reforma agrária

A reforma agrária também é aprovada por trabalhadores do campo e da cidade. Diante da pergunta "fazer uma ampla reforma agrária, com distribuição de terras para agricultores de baixa renda, ajudaria o país ou prejudicaria o país", 76% responderam que ajudaria e apenas 9% discordaram, 11% respondeu que não ajudaria nem prejudicaria e 5% (NS/NR). 

Uma bandeira histórica da CUT, a cobrança de impostos sobre heranças e grandes fortunas, ajudaria o país para 48% dos entrevistados. Outros 25% acreditam que prejudicaria, 18% acham nem ajudaria nem prejudicaria e 9% (NS/NR). Os percentuais de aprovação entre homens e mulheres, jovens e adultos, inclusive por faixa de renda tiveram percentuais parecidos (ver anexo).

Outra bandeira da CUT, a questão da educação, está entre as grandes preocupações da sociedade brasileira. A pergunta foi "aumentar o financiamento da educação, aumentando os recursos do Prouni e do FIES, ajudaria o país. 85% responderam sim, apenas 4% discordaram, 6% optou por nem ajudaria nem atrapalharia e 5% (NS/NR). 

As respostas mostraram também que a taxa Selic é uma preocupação nacional. Isso em todas as 83% dos trabalhadores acreditam que a redução da taxa de juros ajudaria o país, só 6% pensam o contrário, 7% respondeu que não prejudicaria nem ajudaria e 4% (NS/NR). Os percentuais de aprovação à redução da Selic atingem mais de 80% em todas as faixas etárias, de renda e nível de escolaridade. Entre as Regiões do país, só no Sul o percentual (76,5%) ficou abaixo de 80%. No Nordeste 87,1% dos entrevistados apoiam a redução, no Centro Oeste/Norte 83,4% e no Sudeste 83,4%.

fonte: www.cut.org.br

O que o mapa racial do Brasil revela sobre a segregação no país

Pelo menos por um século perdurou no Brasil a ideia de que a democracia brasileira não fazia distinção de cor ou raça e que, por aqui, “todos são iguais”. O mito da democracia racial, hoje, é questionado. E contribui para isso o reconhecimento do problema do racismo pelo governo brasileiro.

Observar o mapa da segregação racial, com especial atenção à diferença norte-sul do país e à formação de periferias nas grandes cidades, dá uma ideia de por que essa máxima, que ainda ecoa no senso comum e em alguns discursos, não encontra correspondência no plano real.

Analisar a segregação espacial tomando como base o indicador de raça e cor (colhido pelo IBGE, que classifica as respostas de acordo com a autodeclaração dos entrevistados) em conjunto com outros indicadores se tornou um modo eficiente de demonstrar que para entender as dinâmicas sociais no Brasil, levar em conta sua constituição de raça e cor é fundamental.

Espaços segregados, esteja você olhando para um restaurante ou para uma rua, evidenciam lugares nos quais grupos sociais diferentes não se misturam. Mas quando se analisa uma cidade e seus diversos e distintos bairros, segundo o sociólogo Danilo França, que pesquisa o assunto em relação à cidade de São Paulo, é possível começar a pensar a segregação como um diferencial seletivo de acesso: a recursos, ao mercado de trabalho, a serviços públicos, equipamentos culturais e de consumo.

“Um grupo mais concentrado em bairros periféricos terá menor acesso a certos recursos e a pessoas mais concentrados em bairros centrais. Tais diferenciais de acesso são fatores importantes para os processos de reprodução das desigualdades raciais”, diz França, que cita o caso das autoridades no Rio de Janeiro restringindo o acesso de jovens das favelas cariocas às praias da Zona Sul da cidade. “Trata-se de uma política segregativa uma vez que visa restringir a circulação de grupos específicos em certos espaços da cidade.”

As desvantagens do convívio pouco diverso em grupos mais pobres, segundo pesquisas, apontam para chances menores de mobilidade social. Nas periferias, por exemplo, o baixo acesso a mercado de trabalho, serviços públicos, cultura, escolas de qualidade despontam como barreiras. Assim, o negro pobre segregado tende a continuar negro pobre segregado.

Na comparação com outros países como Estados Unidos e África do Sul, o Brasil aparece com níveis menos graves de segregação entre brancos e negros. Mas, diferentemente daqui, em ambos a segregação teve amparo legal para existir, por meio das leis de Jim Crow em um, e da política do Apartheid no outro.

As mais segregadas nos EUA e Brasil

O ranking foi montado a partir do índice demográfico de dissimilaridade, de 0 a 100, utilizado para comparar a presença de dois grupos distribuídos em pequenas áreas (regiões censitárias) em relação à composição total da cidade. Imaginemos uma cidade que possui 10 setores censitários e é composta por 90% brancos e 10% negros. O índice será 100 se todos os negros estiverem concentrados em apenas um setor e todos os brancos nos demais; e será 0 (zero) se todos os setores censitários tiverem a mesma composição da cidade (no caso, 90% brancos e 10% negros).

E entre as capitais?

Além disso, os níveis “baixos” do Brasil não devem servir de motivo para comemoração. Isso porque apesar de haver uma maior proximidade entre negros e brancos, há outros fatores, como a dificuldade de acesso a serviços básicos, que tornam a análise da segregação racial no Brasil mais complexa do que parece.

A geógrafa Luciana Maria da Cruz, que estudou a relação entre espaço e violência nos bairros do Recife, em Pernambuco, afirma que a ocorrência de crimes, segundo os resultados da sua pesquisa, “não se distribui de forma aleatória” na cidade, mas está diretamente associada a regiões nobres e centrais (no caso de crimes contra o patrimônio, como furto ou roubo) e pobres e periféricas (no caso de crimes contra a vida).

“A história do Brasil é marcada pela concentração de riquezas e, consequentemente, pela desigualdade socioespacial, tanto do ponto de vista regional como intraurbano. E a raça é uma fator que aparece atrelado a isto”
Luciana Maria da Cruz
Geógrafa e pesquisadora

Juntos e isolados

O que fazer então para romper com o ciclo que perpetua a segregação racial? O desafio é grande. Primeiro porque espaços segregados são reforçados pela busca por exclusividade (geográfica) das classes mais altas. Há também políticas de Estado que podem resultar em processos de gentrificação de áreas centrais ou que sustentam a segregação, como é o caso da criação de conjuntos habitacionais populares exclusivamente nas periferias das cidades. É preciso considerar também o mercado imobiliário, que, além de supervalorizar regiões mais centrais, cria produtos para atrair grupos sociais de condições distintas em regiões separadas (condomínios populares na periferia e de luxo no centro).

"Os espaços públicos têm perdido os usos da coletividade frente ao modelo urbano dado pelos condomínios fechados, o uso do automóvel e a indústria da segurança", afirma a professora da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Lourdes Carril, pesquisadora de temas como segregação racial e territorialidade. "O isolamento é uma das marcas da segregação atual, os espaços da rua são patologizados e vistos com medo, a periferização dos centros urbanos, simbolizada por moradores de ruas, usuários de drogas e mendigos apontam juntamente com a construção dos condomínios para uma cidade mais segregada e violenta."

O poder público poderia incentivar a não segregação através de um planejamento urbano menos apartado, incentivando empreendimentos habitacionais que favorecessem a "mescla social".
Assim, o que especialistas sugerem é a criação de políticas públicas que regulem melhor o mercado mobiliário e seu papel sobre a ocupação das cidades, a melhoria das condições de transporte entre periferias e centro, a descentralização dos ambientes de trabalho (como regiões de alta concentração comercial), além da criação de políticas afirmativas que permitam a integração de grupos de raça ou cor e condições sociais diversas.

“A segregação gera o estranhamento, o não reconhecimento do outro e com isso as pessoas se tornam mais estreitas, menos tolerantes”, diz o professor Paulo Roberto Soares, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “É preciso esta convivência para ter consciência das desigualdades e da diversidade da sociedade. As pessoas não reconhecem e tem dificuldade para aceitar o diferente como legítimo, daí todo o tipo de intolerâncias raciais, religiosas e culturais como as que estamos assistindo cada vez com mais frequência em nossa sociedade.”

Para ele, o poder público poderia incentivar a não segregação através de um planejamento urbano menos apartado, incentivando empreendimentos habitacionais que favorecessem a “mescla social”. “Em pouco tempo teremos uma geração de jovens de classe média alta que viveu a vida toda em condomínios fechados, na escola particular, no transporte individual. Uma geração que está crescendo sem consciência ou conhecimento do centro da cidade, dos espaços de diversidade, dos espaços públicos”, diz. “Isso com certeza afetará sua consciência social e política.”

Fonte: Nexo Jornal

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

MENSAGEM DE NATAL E ANO NOVO


O SINTEAC deseja a todos os seus associados e associadas votos de paz, saúde e boas festas.

Queremos que vocês continuem sempre com essa alegria, companheirismo e atenção, pois só assim, teremos motivos para buscar sempre o melhor. 

Somos privilegiados porque contamos com sua amizade, apoio e confiança. 

Que nesse final de ano possamos refletir sobre nossas ações em busca de um mundo melhor. 

Aos associados e associadas, familiares, amigos e amigas Feliz Natal e um Ano Novo cheio de esperanças.

São os votos da diretoria do SINTEAC núcleo de Tarauacá.

Presidente José Eurico de Lima Paz
Vice Presidente Lauro Benigno

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

RESULTADO DA ELEIÇÃO NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO

Escola de Ensino Médio Djalma Batista
Escola Delzuite Barroso
Escola Edmundo Pinto

Escola Francisco Napoleão

Escola João Ribeiro

Escola Plácido de Castro

Escola Rosaura Mourão da Rocha

Escola Tupanir Gaudêncio

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

BINGÃO DO SINTEAC É ADIADO PARA INICIO DE 2016


SINTEAC É UM DOS APOIADORES DO FESTIVAL DA CANÇÃO GOSPEL DE TARAUACÁ

Festival da Canção Gospel - (foto:Adaílton Mascarenhas) 

Foi um sucesso a segunda edição do Festival da Canção Gospel de Tarauacá, realizada na tarde do último sábado, 18 de dezembro, no Swing Clube. Participaram 15 intérpretes entre cantores e cantoras adolescentes, jovens e adultos das diversas igrejas do município.

palco do festival (foto:Adaílton Mascarenhas)
O evento foi promovido pela Rádio Comunitária Nova Era FM, como parte das comemorações do 12 anos de fundação da emissora, que tem como principal papel, o incentivo à cultura e luta pelas melhorias das condições de vida do povo de Tarauacá. Sinteac, Prefeitura, Deputados Jesus Sérgio e Jenilson Lopes, Senador Gladson Cameli, Vereadora Janaina Furtado, Swing clube, Associação de Moradores do Bairro da Cohab, Central Xérox e Central Kids, colaboraram para a realização do evento.


publico (foto:Adaílton Mascarenhas)
Foi uma tarde maravilhosa que oportunizou aos nossos valorosos artistas da música cristã de se apresentarem ao grande público, depois de mais de um mês de ensaios, acompanhados de uma banda com músicos de primeira linha.

banda (foto:Adaílton Mascarenhas)
BANDA - A banda composta de músicos de Tarauacá e Feijó, trabalharam voluntariamente para que o evento acontecesse. A banda foi formada com Vanilson nos teclados, Giovanni no contrabaixo, Christian na bateria, Orlenilson no violão e David na guitarra. Tivemos ainda a colaboração voluntária dos técnicos Japão Pontes, Nilson Filho e Tamaio Carvalho.

CANTORES E CANTORAS -  As cantoras e os cantores com idade entre 11 a 44 anos, num total de 15, se apresentaram com muita desenvoltura e mostraram ao público que temos grandes artistas no interior das nossas igrejas.

APRESENTADOR - O festival teve como apresentador o Radialista da Rádio Comunitária Nova Era FM, Gilson Amorim.

público (foto:Adaílton Mascarenhas)
PÚBLICO – O Swing Clube ficou lotado público formado essencialmente por jovens composto de familiares, torcidas dos artistas e também, comunidades das diversas igrejas do município.

jurados (foto:Adaílton Mascarenhas)
JURADOS - Os cantores Aldomir Albano, Janderson Forrozeiro e Martinha Nascimento, juntamente com o professor Edmundo Maciel e o Artista Plástico e Radialista Luzivan Alves, foram os jurados do festival. 

RESULTADO - Pela votação do corpo de jurados com pontuação de 5 a 10, considerando os critérios de afinação, ritmo, interpretação, timbre vocal e dicção, os cantores e cantoras vencedores da Segunda Edição do Festival Gospel de Tarauacá, foram:

(foto:Adaílton Mascarenhas)
Primeiro Lugar – Maria Alcirene cantando a música Filhos de Jessé de Andréa Fontes, com 50 pontos;

(foto:Adaílton Mascarenhas)
Segundo Lugar – Luã Medeiros cantando a música Colisão de Anderson Freire, com 48,5 pontos.


(foto:Adaílton Mascarenhas)
Terceiro Lugar – Keytia Batista, cantando a música Deus Vem me Socorrer de Bruna Carla, com 48,00 pontos

(foto:Adaílton Mascarenhas)
Quarto Lugar - Ana Ketule, cantando a musica presença de Eliane Fernandes, com 46 pontos.
(foto:Adaílton Mascarenhas)
Quinto Lugar – Sara Ferreira, cantando a música Casa do Pai de Aline Barros, com 45 pontos.

(foto:Adaílton Mascarenhas)
Sexto Lugar (Revelação) – Marcelo Ferreira, cantando a música O Nardo do grupo Trazendo a Arca com 43 pontos.

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