quinta-feira, 11 de março de 2010

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

 
Diante dos grande números de pessoas reclamando constantemente da merenda escolar,  tanto em relação a quantidade e qualidade, principalmente na zona rural do município de Tarauacá, o vereador Luiz Meleiro(Pc do B) convocou uma audiência pública para debater sobre esse problema vivenciado pela comunidade. Foram convocados os professores rurais que estão na cidade estudando, a comunidade escolar, os principais representantes do poder público municipal e também os vereadores. Compareceram a audiência pública a secretária de educação municipal Ciméia Bayma, a coordenadora de ensino rural Elen Calixto, a coordenadora da mernda escolar Nilzemar Torres, a nutricionista Maria doi Espírito Santo, O presidente do Sinteac, joão Maciel, a presidente do sindicato rural Inês Barbosa, os professores que trabalham na zona rural  os vereadores Luiz Meleiro e Manoel Monteiro (Pc do B) e o vereador Lulu Nery que participou apenas da abertura. 
Muitos professores ressaltaram que os alunos da zona rural grande maioria têm como refeição principal do dia a merenda fornecida pela escola isso quando não falta mernda. Muitos deles passam fome e chegam até a desmaiar. Além disso é um incentivo para irem a escola. Faltando merenda há um comprometimento da qualidade da educação na zona rural, pois aumenta a evasão escolar e os poucos que vão à escola ficam pedindo para retornarem cedo para suas casas.
Dentre os principais problemas relatados pelos professores e pela presidente do sindicato rural  podemos destacar:
- A quantidade de merenda que é insuficiente para passar a quantidade de dias como é colocado pelo setor da merenda. O cálculo para repasse do dinheiro da merenda a estados e municípios subiu de R$ 0,22 para R$ 0,30 por dia para cada aluno matriculado em turmas de pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos. As creches e as escolas indígenas e quilombolas, que recebiam R$ 0,44, passarão a contar com R$ 0,60. As escolas que oferecem ensino integral por meio do programa Mais Educação terão R$ 0,90 por dia. O valor é baixo em se tatando da região Norte, o valor já é baixo  e para complicar ainda mais a situação a prerfeitura não entra com contrapartida de nenhum centavo.
- O transporte até a escola. Muitas escolas de difícil acesso as vezes o professor ainda tem mais essa preocupação.
- Armazenamento da merenda escolar. As escolas não têm um espaço adequado que sirva como depósito para armazenar a merenda, comprometendo a qualidade.
- Falta de gás. Muitas vezes os alunos têm que levar carvão, pois demora bastante para a carga ser reposta.
- Falta de merendeira e servente para limpar a escola e preparar a merenda. O professor que trabalha com sala multiseriada ainda tem que se preocupar com a merenda e limpeza da escola.
-As poucas escolas que têm merendeira às vezes não preparam de forma recomendada, pois não fizeram capacitação para isto.
O presidente o Sinteac João Maciel ainda ressaltou sobre o problema quanto aos fornecedores  da merenda  escolar, pois estes são pessoas que já compram o produto de outras pessoas encarecendo desta forma a merenda e até diminuindo a quantidade. Até sugeriu que alguns alimentos fossem comprados do próprio agricultor, forncendo desta forma uma merenda de qualidade e fortalecendo a economia da zona rural. Outro problema é quato a participação do conselho escolar no acompanhamento desde a compra e entrega da merenda que não participam deste processo, que é uma das princpais recomendações do MEC.
A nutricionista enfatizou a qualidade da merenda, pois as crianças não são animais para se alimentarem com uma merenda de qualquer jeito, são seres humanos que estão em fase de crescimento e que tem que haver todo um cuidado especial na alimentação quanto a preparação e higiene. 
Após o debate e discussão sobre a merenda escolar foram tomados alguns encaminhamentos como:
-Reunir com a equipe da prefeitura, prefeito, secretário de finanças, secretária de educação para que os problemas sejam resolvidos.
- A Câmara criar uma lei que exiga uma complementação por parte da prefeitura.
-  Planejar uma capacitação para as merendeiras que trabalham na zona rural.
- Disponibilizar transporte adequado e suficiente para que  merenda seja entregue a tempo mais hábil.

Presidente do Sinteac João Maciel e vereador Manoel Monteiro



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