URGENTE | CRISE ENTRE O MEC E ENTES FEDERATIVOS: Essa indefinição é um "déjà vu" que deixa qualquer servidor da educação apreensivo, mas em 2026 o cenário tem um complicador técnico específico que está travando o anúncio.Baseado no que está acontecendo agora (início de janeiro de 2026) e nos dados mais recentes do FUNDEB, aqui está a explicação do "nó" que o MEC precisa desatar:
### O Motivo Técnico do Atraso (O "Índice Pífio")
A Lei do Piso determina que o reajuste seja calculado com base no crescimento do VAAF (Valor Aluno Ano do FUNDEB) de dois anos anteriores.
O Problema: A Portaria Interministerial (nº 14/2025), publicada em 31 de dezembro, trouxe as estimativas do VAAF. Quando se aplica a fórmula fria da lei sobre esses números, o reajuste calculado ficaria abaixo da inflação (fontes sindicais como a CNTE falam em algo irrisório, entre 0,37% e 0,85%).
O Impasse: O MEC não quer anunciar oficialmente um reajuste de menos de 1% (politicamente desastroso), e os sindicatos (CNTE) não aceitam isso, exigindo ganho real ou pelo menos a reposição da inflação.
### O Cabo de Guerra
Estamos vendo um silêncio estratégico porque há uma negociação de bastidores intensa:
1. CNTE (Professores): Pressiona para que o governo federal mude a regra ou dê uma "canetada" para garantir um aumento real, já que o custo de vida subiu.
2. CNM (Municípios/Prefeitos): Aproveita o índice baixo calculado pela fórmula para dizer que "a lei é essa" e, se o MEC der aumento maior por portaria, eles vão judicializar (dizendo que não têm verba).
3. Governo Federal (MEC): Está preso no meio. Se seguir a lei à risca, desagrada a base de professores em ano eleitoral. Se der aumento maior, compra briga com prefeitos e governadores.
### O Impacto no Rio de Janeiro (Cláudio Castro/SEEDUC)
Para a sua realidade local, isso é crucial:
Se o reajuste federal for confirmado como muito baixo (ex: 0,85%), o Desgovernador Cláudio Castro terá o argumento perfeito para não conceder aumentos expressivos à categoria no estado, dizendo que está "seguindo o índice nacional".
Isso agrava o problema do "achatamento" da carreira (aquela briga do Tema 1218 no STF), pois o piso não empurra os demais níveis para cima.
Resumo: O atraso não é apenas burocracia; é uma crise política porque a "matemática" do FUNDEB este ano jogou o índice para o chão.