sexta-feira, 1 de maio de 2015

Servidores da Educação fazem ato e paralisam atividades por 24h no AC


Professores, técnicos administrativos e demais servidores da Educação do estado do Acre paralisaram as atividades, nesta quinta-feira (30), por aumento salarial, mais funcionários no quadro e melhorias nas escolas do estado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), funcionários municipais e estaduais de 31 escolas compareceram ao ato, realizado em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da capital. O protesto reuniu em média 500 servidores, segundo o Sinteac, e finalizou às 12h (14h, no horário de Brasília).

A presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT) e do Sinteac, Rosana Nascimento, explicou que todos os sindicatos ligado à CUT estiveram presentes no protesto para apoiar os servidores da Educação do estado. Servidores de ao menos 31 escolas, entre municipais e estaduais, segundo Rosana, compareceram ao ato.

"Todos estão parados. Alguns não quiseram parar porque não têm coragem de vim para luta, mas os que têm estão aqui com o coragem e determinação, unidade no movimento sindical com todos os sindicatos presentes. É um movimento unificado. Queremos mais condições de trabalho, valorização profissional e somos contra a terceirização profissional", disse a sindicalista.

Professor da rede estadual há mais de 20 anos, José Oliveira da Cruz, disse que o protesto não é apenas por aumento salarial, mas também para que o governo elabore novas medidas de planos de carreira, administrativo e, dessa forma, ofereça mais condições aos professores.

"Uma das grandes reivindicações é a questão salarial, mas, não é só salário que irá resolver o problema da Educação, é um conjunto de medidas. O salário é de onde a gente tira nosso sustento. Não adianta querer tapar o sol com a peneira, houve alguns avanços mas eles estão diminuindo cada vez mais. Conquistamos alguns planos de carreira, mas esses ganhos foram corroídos pela inflação. A estrutura da educação no Brasil e no Acre está em ruínas, está estagnando", reclama o professor. 

Para o técnico administrativo Valdir França, a luta por melhorias na Educação é uma questão de todos. "Se para os professores está ruim, imagina para os técnicos administrativos. São merendeiras, serventes, vigias e o pessoal de apoio, todos ganham abaixo de um salário mínimo.Também temos uma bandeira de luta e queremos melhorias", disse.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município do Bujari, Sandra Chagas, esteve presente no protesto para reivindicar o salário atrasado dos 50 professores rurais da cidade. Ela conta que há três meses os educadores não recebem, não têm transporte e nem merenda nas escolas.

"Os professores contratados provisórios estão há três meses sem receber, os órgãos públicos precisam fazer um reajuste, porque como a categoria vai trabalhar sem ter um incentivo no salário? A gente sabe que já é difícil trabalhar na zona rural e sem receber fica pior ainda. As escolas ficam distantes, não temos combustível para chegar até o local, não tem água potável, merenda e a estrutura da escola não é de qualidade. Quando chove, molha mais dentro do que fora", finaliza.

Após o protesto, uma comissão com nove representantes da Educação foi recebida pelos parlamentares na Aleac.

Fonte de Informações G1 - Acre

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