terça-feira, 11 de maio de 2010

RIO BRANCO


RIO BRANCO: Trabalhadores da Educação rejeitam proposta e mantêm greve


Em assembléia geral unificada, os professores e demais trabalhadores da Educação decidiram desconsiderar a última proposta apresentada pelo governo e manter a greve. Com isso, a proposta de aceleração da progressão de letra para cerca de 3 mil professores, que haviam sido prejudicados em 1999, sequer foi apreciada.
A decisão pode ter sido uma resposta da categoria aos rumores de que o governo havia infiltrados diretores de escolas e ocupantes de cargos comissionados para ajudar a aprovar o fim da greve. O clima era de insatisfação e revolta.
A lista de oradores do movimento nunca havia sido tão solicitada. Utilizando palavras de ordem, do tipo “professor não é ladrão”, os manifestantes cobraram uma resposta definitiva do governo, que segundo eles virou as costas para a Educação.
Segundo a presidente do Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (Sinplac), Alcilene Gurgel, a categoria decidiu continuar com a greve e fortalecer o movimento porque a proposta não contemplou a todos. “Vamos traçar novas estratégias para fortalecer o movimento”, disse.

Por sugestão dos próprios manifestantes, o comando de greve deve reforçar as equipes encarregadas de visitar as escolas que insistem em permanecer em aula. Ontem mesmo novas escolas voltaram a funcionar, o que preocupa os dois sindicatos que representam à Educação. 
A idéia é realizar arrastões nos portões de entrada das escolas onde está ocorrendo aulas e impedir os professores e servidores de entrar. De acordo com o comando de greve, por medo de terem os contratos cancelados.
O vai e vem das negociações 
Os professores já estão paralisados há cinco semanas. Nesse período, inicialmente o governo se declarou proibido por lei eleitoral de conceder o reajuste. Depois, o impedimento seria a Lei de Responsabilidade Fiscal. Na semana passada se dispôs a pagar um acréscimo de 2,97%. Por último, ofereceu um pulo de letra que contempla apenas uma pequena parte da categoria.
O comando de greve iniciou pedindo um reajuste de 15%. Após consulta, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) disse que aceitaria até 10,96%, que seria o permitido por lei com base na inflação dos últimos dois anos. Agora eles aceitam até um pouco menos, desde que a proposta beneficie a todos os trabalhadores.

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