sábado, 16 de maio de 2009

Trabalhadores em Educação comemoram avanço nas negociações

Geisy Negreiros

A reunião da última terça-feira entre trabalhadores em educação do Estado e equipe de governo terminou com boas notícias à categoria. Pelo menos cinco pontos das reivindicações foram atendidos. Em coletiva na manhã de ontem, Manoel Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sinteac), informou o resultado das negociações.

De acordo com ele, houve a confirmação da volta da regência de sala aos professores, a implantação do piso Nacional para professor de nível médio, que se estende a aposentados e pensionistas, a elevação do piso para funcionários de escola, incluindo grupo 1 e grupo 2, que hoje está abaixo do salário mínimo e a faculdade para funcio-nários de escola.

Outro importante ponto confirmado na negociação foi a regulamentação da mudança de letra para alguns professores, que deveriam ter mudado de letra em março, mas não conseguiam. “Os professores estarão sendo atualizados na sua carreira, ou seja, da letra A para B, recebendo os 10% de aumento, já no mês de junho, com direito ao retroativo”, assegurou. 

Segundo Manoel, além da volta da regência de sala, que é um incentivo para que o professor permaneça na sala, há também uma discussão em andamento sobre a implantação do 14º salário, outro incentivo concedido ao professor pela produtividade. “Estamos discutindo regras, mas além da regência, o professor deverá receber também um incentivo pela produtividade, que nós estamos chamando de 14º salário do ano”, disse.

A porcentagem de quanto ficará a regência de sala ainda não foi definida, mas a proposta do sindicato é que fique em 25% para ensino médio e fundamental e 30% para as demais modalidades.
Sinteac repudia violência contra os professores 
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação informou que uma reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, para discutir a crescente violência nas escolas do Estado. Participarão da reunião as secretarias estadual e municipal de Educação, o conselho estadual e municipal de Educação, Ministério Público Estadual (MPE) o colegiado de alunos do 3º grau (DCE), representação dos estudantes secundaristas, Secretaria de Direitos Humanos e Assembléia Legislativa.

“O Sinteac não pode ficar de braços cruzados diante da onda de violência nas escolas do Estado. O que nós temos de professores sofrendo sindicância por causa de violência, não é brincadeira. Estão transferindo a responsabilidade do Estado e do município para os educadores. Isso é muito perigoso”, criticou.

Fonte: A Gazeta

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